Os desafios de terceirizar o atendimento
Publicado em
01/09/2010
por
Paulo Gratão
Encontrar uma empresa capaz de representar o seu produto e tratar com eficiência os seus processos é um desafio dos grandes, mas será que é mais difícil encontrar a empresa que se adeque aos seus processos ou fazer com que seus processos sejam passados de forma clara para essas empresas? Outra incógnita é como fazer a gestão terceira adequada
Essas e outras questões foram respondidas no 8º CONAREC, durante o debate Os Novos Gestores de Operações Terceirizadas. O gerente de contact center da TAM, Josué Lima, o gerente de atendimento ao cliente Terra, Janniine Pascale, a gerente de gestão de base São Paulo NET, Fernanda Baumguertner e o coordenador de relacionamento com clientes individuais Unimed BH, Marcel Moreira Vale, foram mediados pelo diretor comercial e de Operações da Empresário Cobrança e Serviços e consultor sênior da Universidade do Cliente, Reginaldo Diniz.
Segundo Fernanda, a definição clara de processos, bem como de mecanismos de controle eficientes, são etapas fundamentais para o novo gestão. Para isso, é preciso que a comunicação seja muito clara e que exista uma parceria entre contratante e contratada. Lima complementa sua afirmação: “É complicado, você não pode fazer gestão do terceiro, mas deve cobrar resultados. Pode motivar, incentivar o trabalho para mantê-los lá por mais tempo”.
Parcerias de sucesso
A receita de uma parceria de sucesso, segundo Pascalle, é procurar um parceiro que tenha o perfil da sua empresa desde o início. Definir o modelo de negócio, depois de estabelecer e precificar indicadores adequadamente, é essencial também. E o que o empresário considera mais importante é que o gestor da prestadora de serviço entenda tanto de contact center quanto de negócios.
“Primeiramente, o gestor tem que gostar de pessoas”. Com essa frase, Moreira Vale abre seu discurso sobre a importância da gestão na empresa terceirizada. Fernanda concorda e enfatiza, ainda, que a terceira tem que vestir a própria camisa, antes de vestir a da contratante. “O importante é fazer que o fornecedor que ama sua empresa apaixone-se pela do contratante”, afirma.
Uma das questões mais discutidas entre os empresários foi como inserir o DNA da empresa na contratada de forma eficaz. Mais do que inserir sua cultura no contact center, o empresário tem que se preocupar em adaptar seus processos e torna-los de fácil entendimento. Levar os operadores para conhecer a empresa é uma prática que já deu certo para a TAM, por exemplo. “Um contato maior entre contratante e fornecedor faz com que ocorra uma maior identificação”, conclui Diniz. Lima pontua ainda que uma relação de longo prazo com a fornecedora é a receita para que o DNA seja incorporado.
Implantando novas tecnologias em Contact Center
Quando o assunto é tecnologia, todos concordam que é necessário realizar um estudo sobre o que funciona atualmente no atedimento e se uma nova ferramenta suportaria aquilo. Pedir que a gestão colha as opiniões da operação é uma boa prática, também.
“As vezes cobramos o terceiro e não lhe damos subsídios para que execute o trabalho”, afirma Moreira Vale. Pascale reforça essa opinião e ressalta que as ferramentas tecnológicas têm que agregar ao atedimento. “De nada adianta implantar uma URA que solicite os dados do cliente e quando chegar ao atendimento humano, o operador pedir de novo”, afirma o gerente do Terra.

Del.icio.us
Facebook
Google Bookmarks
Live
Yahoo Bookmarks
Technorati
Twitter
English
Español
