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Fusão requer cuidados com as pessoas

Publicado em 09/09/2010 por Juliana Gonçalves

Durante sua palestra no CONAREC 2010, Lílian Guimarães, VP Executiva RH do Grupo Santander, fala sobre a fusão do banco com o Real

O banco Santander tem pelo mundo mais de 170 mil funcionários, muitos deles conquistados por meio de fusões. “A vocação do Santander é crescer comprando outros bancos”, afirma Lílian Guimarães, VP Executiva RH do Grupo Santander, durante CONAREC 2010.

Há dois anos, aqui em solo brasileiro, o Santander se fundiu ao Banco Real. “O propósito foi criar um banco único com o melhor dos dois bancos”, diz sobre a integração. 

Neste processo, dar atenção redobrada para as equipes dos dois bancos foi fundamental. “Cuidar do time e do clima da empresa é essencial para passar pelo processo de fusões”, ressalta.

Ao mesmo tempo o banco precisa continuar funcionando normalmente enquanto as adaptações são realizadas. “Manter o foco no negócio e ter pessoas cuidando da integração para manter tudo funcionando visando a satisfação dos clientes é primordial”, aconselha. Por essa razão foi montado um comitê executivo que desenhou as aspirações do novo negócio, o propósito e o compromisso para o futuro.

“Nossa aspiração é ser o maior e melhor banco do Brasil”, afirma. “Procuramos passar a ideia de evolução e não fusão, pois unimos as culturas, misturamos os colaboradores e estamos buscando uma nova identidade, onde as pessoas são o centro da organização”, revela Lílian.

“A fusão não deve trazer para o funcionário a ideia de perda, mas sim de melhoria”, diz. Por isso, segundo ela, toda fusão pede por uma política de RH muito ampla e rica.

Além disso, leva tempo para colher frutos positivos. “Para a consolidação completa acontecer correm-se pelos menos quatro anos, mas já vemos resultados positivos”, conta a executiva.

O Santander investe em diversos programas interno para a capacitação dos funcionários. “Inclusive medimos o engajamento dos nossos colaboradores, e todos os gestores têm metas de engajamento por ano”, revela.

“Hoje há uma rede de correspondentes de RH em outros departamentos que ajudam a direcionar os planos de ação no que diz respeito ao engajamento”, afirma. Para ela uma política de ações em conjunto é ideal. “A co-criação é crucial para garantir que as pessoas se sintam parte e entendam o que está sendo construído”, finaliza.
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